Santarém (PA) – Um caso de extrema violência contra um animal doméstico foi registrado em Santarém, no oeste do Pará. Um cachorro foi morto com um disparo de espingarda após uma discussão entre o tutor do animal e um suspeito. O homem acabou sendo preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. O caso está sendo investigado pelas autoridades.
Segundo as informações iniciais, o desentendimento entre o tutor do cão e o suspeito terminou de forma trágica. Durante o conflito, o homem efetuou um disparo de espingarda calibre 20 que atingiu e matou o animal. Após ser acionada, a polícia realizou diligências e localizou o suspeito, encontrando a arma utilizada no crime. Além da morte do cachorro, ele foi autuado por posse irregular de arma de fogo.
O caso gerou indignação entre moradores e reforçou o debate sobre a violência contra os animais, um problema que continua sendo registrado em diversas regiões do país.
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Maus-tratos a animais são crime
No Brasil, maus-tratos contra cães, gatos e outros animais constituem crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Desde 2020, a legislação foi endurecida para casos envolvendo cães e gatos, prevendo pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais quando comprovada a prática de maus-tratos.
Especialistas destacam que atos de crueldade contra animais podem indicar comportamentos violentos que também representam risco à sociedade, motivo pelo qual denúncias devem ser levadas às autoridades competentes.
Investigação continua
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido, incluindo a motivação da discussão e a responsabilidade criminal do suspeito. O tutor do animal deverá ser ouvido durante o inquérito, assim como possíveis testemunhas.
Organizações de proteção animal reforçam que casos de violência contra animais podem ser denunciados à Polícia Civil, à Polícia Militar, ao Ministério Público e aos órgãos ambientais, contribuindo para a responsabilização dos autores e para a prevenção de novos episódios de crueldade.
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