A Associação dos Catraieiros do porto Sonda Bar, em Itaituba, veio a público em pronunciamento nesta quinta-feira (24), esclarecer alguns pontos sobre um assalto a mão armada ocorrido na tarde desta segunda-feira (21), no rio Tapajós, e que envolveu um condutor de uma voadeira a qual zarpou do porto citado.
De acordo com o presidente da Associação, Ozimar Porto, a categoria desconhece a identidade do condutor da embarcação apontado como o autor do crime, e que receberam a notícia com total surpresa, já que não costumam cumprir expediente nas segundas-feiras, data de ocorrência do crime. "Espero justiça", pontuou.
Diante disso, os associados alertam à população para identificações das embarcações e do fardamento padrão que todos da Associação usam, características essas que não continham na embarcação do assaltante.
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| Associados em momento de pronunciamento. Foto: reprodução |
"Nós trabalhamos com todo equipamento de segurança. Na segunda e gente não faz ponto porque não tem barraca aberta na praia. Aí vem esse cidadão, aproveitando da nossa ausência pra pegar o pessoal e assaltar", destacou Francisco Melo, catraieiro.
O caso
Era por volta das 15h30, quando três passageiros, não identificados, fretaram uma voadeira (pequena embarcação) a qual estava ancorada no porto da Sonda, com destino a uma praia local.
A viagem, que duraria poucos minutos, foi prolongada em virtude de que o piloto da embarcação, não identificado, teria seguido outra rota da estabelecida pelos passageiros. Ao se aproximar de um porto, o piloto reduziu a velocidade da embarcação e anunciou o assalto.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que sob ameaças de joga-los no rio, o piloto sacou uma arma e pediu que os três entregassem tudo o que estavam portando. Sem hesitarem, eles entregaram dinheiro, celulares e até mesmo alguns produtos que haviam comprado.
"Ele era um cara conversador, com papo. Então a gente foi caindo na conversa. Quando ele reduziu a velocidade, a gente até ficou preocupado se tinha acontecido alguma coisa com o motor. Foi aí que ele levantou a camisa, mostrou a arma e anunciou o assalto", contou.
Diante disso, a vítima discorre ainda que o casal passageiro começou a entrar em desespero em razão de perigo iminente à vida.
"A mulher estava o tempo todo chorando. O cara pedindo socorro e não passava nenhuma voadeira. A preocupação era a de ele fazer alguma besteira com a gente. Ele todo tempo ameaçando jogar a gente no rio caso nós fizesse alguma coisa", complementou.
Passados alguns minutos, já consumado a ação criminosa, as vítimas foram deixadas em um local distante às margens do rio Tapajós. Em seguida, o piloto, que não dispunha de nenhum tipo de identificação, fugiu.

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