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Quarta-feira, 14 de Outubro 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro seria sócio oculto de offshore ligada a jatinho de Daniel Vorcaro, investiga PF

Relatório da PF revela que candidato do PL tinha perfil de “usuário master” em conta da Alcazar Holdings, de Willer Tomaz, dona de um terço de jatinho que tinha entre seus cotistas empresa de Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro voou no avião.

Portal Adrenalina
Por Portal Adrenalina
Flávio Bolsonaro seria sócio oculto de offshore ligada a jatinho de Daniel Vorcaro, investiga PF
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Brasília — Um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) trouxe novos elementos sobre as conexões políticas e financeiras envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. De acordo com os documentos investigativos, o parlamentar figurava como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à Alcazar Holdings, uma empresa offshore que detinha participação societária em uma aeronave executiva ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

A apuração policial, que integra frentes de análise sobre o uso de jatinhos particulares e fluxos financeiros, busca esclarecer se a relação do senador com a estrutura corporativa se limitava a deslocamentos de caráter pessoal — na condição de passageiro convidado — ou se havia um envolvimento econômico direto, configurando uma suposta sociedade oculta.

A rota da aeronave e o elo societário

O foco da investigação recai sobre um jato modelo Embraer Legacy 650. Conforme os dados levantados pelos investigadores, a aeronave pertencia à empresa Fraction 024, na qual a Alcazar Holdings detinha um terço das cotas (33,33%). Entre os demais cotistas da aeronave à época estavam a empresa Prime You — da qual Daniel Vorcaro foi sócio — e o empresário Laerte Cosentino, dono da Totvs.

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Os registros bancários e as mensagens analisadas pela PF indicam que o perfil associado a Flávio Bolsonaro manteve-se vinculado à estrutura da conta até maio de 2025. A documentação também mapeia viagens internacionais realizadas pelo senador e por seus familiares.

Defesa nega irregularidades

Em manifestações públicas e notas oficiais, a defesa de Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz — também citado nas investigações — repudiaram veementemente as acusações. Os citados negam qualquer divisão de conta bancária, sociedade oculta ou vínculo financeiro com Vorcaro.

A defesa do senador argumentou que os registros apresentados comprovam justamente o caráter indevido da vinculação cadastral, apontando que houve posterior solicitação de desativação junto à instituição financeira. Além disso, os representantes jurídicos classificaram a exposição de dados sigilosos e o vazamento das informações como uma tentativa de interferir no cenário político e eleitoral em curso.

O caso segue sob análise da Polícia Federal, que aprofunda a verificação dos rastros digitais e documentais para determinar a extensão das responsabilidades e a natureza real dos arranjos corporativos investigados.

Com informações: Revista Forum

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