O Pará detém atualmente o segundo maior rebanho bovino do país, com 26.754.388 animais, além de possuir o maior rebanho bubalino, com 750.301 búfalos. Essa quantidade aliada à qualidade e à segurança sanitária do gado paraense tornaram o estado um dos grandes polos de organização de leilões no Brasil. Até o final de 2023, devem ocorrer 102 leilões de animais no estado, segundo o calendário de eventos agropecuários elaborado pela Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
A comercialização é capaz de movimentar milhões de dólares em apenas um evento e, em alguns casos, com a venda de apenas um animal, no entanto, quem atua no ramo ressalta que a importância dos leilões não se restringe ao aspecto financeiro. De acordo com o zootecnista e leiloeiro rural, Guilherme Minssen, a venda de animais é uma prática tradicional no campo, porém ocorria historicamente sem a adoção de medidas de controle.
Minssen destaca que a constante profissionalização do agronegócio elevou o nível das exigências e, por isso, a organização de um leilão atualmente é baseada no atendimento a três pilares: sanidade, nutrição e genética. “Se não houvesse os leilões que são legais e fiscalizados, a gente teria apenas uma comercialização irregular”, avalia o zootecnista, que também é diretor técnico da Faepa.
O liberal