técnica nas áreas externas e internas do Navio Sonda de Perfuração Marítima NS-42, situado em águas profundas do litoral norte do Brasil, na última terça-feira, 28 de fevereiro.
Foto: DivulgaçãoO Navio Sonda está localizado entre o Amapá e a Guiana Francesa, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, aguardando o início das operações e com estimativa de perfuração a uma profundidade de 2.880 metros de lâmina d’água. De acordo com estudos apresentados ao Ibama, o Pará foi escolhido como centro de apoio às operações de sondagem marítima, com a capital Belém desempenhando importante papel de apoiamento logístico e de infraestrutura às operações da sonda NS-42, como embarcações de apoio, abastecimento de produtos alimentícios, peças, entre outros.
Foto: DivulgaçãoO diretor de Licenciamento Ambiental da Semas, Marcelo Moreno Alves, detalha a estrutura do processo. “A exploração de petróleo é um processo complexo que demanda grandes investimentos em infraestrutura, equipamentos e recursos humanos especializados, e, por ser uma atividade de grande complexidade, requer uma avaliação técnica criteriosa e muito cuidadosa em relação ao meio ambiente. Apesar do licenciamento principal da atividade de exploração de petróleo ser de responsabilidade do Ibama, o licenciamento de todas as atividades secundárias, que dão suporte a este tipo de empreendimento, ficará a cargo da Semas, o que confirma a importância de compreendermos a operação do empreendimento e as possíveis dinâmicas a ela associadas”, afirma.
Para a emissão da LO do Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD), localizado em Belém, distrito de Icoaraci, os técnicos da Semas avaliaram os possíveis impactos da atividade sobre o meio biótico no contexto de atendimento ao Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna, o PMAVE.
“Foi necessário avaliar as ações de atendimento e manejo emergencial previstas no projeto de monitoramento dos impactos à avifauna, que podem ser atraídas pela unidade marítima durante a atividade de perfuração. Portanto, a existência do Centro é uma segurança em caso de evento adverso, existindo um local preparado para receber a avifauna, bem como a fauna aquática em caso de ocorrência de oleamento”, explicou a coordenadora de Infraestrutura, Fauna, Aquicultura e Pesca, Ana Beatriz Ramos.
No local, a equipe paraense foi recebida pelo Comandante Ricardo Amoêdo, gerente de Unidade Offshore, e sua equipe que opera o funcionamento da sonda. O gerente geral na Petrobrás, Umberto Borges, participou da visita técnica informando como ocorre o procedimento de perfuração e as tecnologias empregadas.
“Hoje, para se chegar até a sonda é necessário ir para Macapá, depois se dirigir até o Oiapoque onde um helicóptero decolará e pousará na sonda. Então, Belém é um ponto central para atender as necessidades de infraestrutura por já ter um porto estruturado, inclusive já utilizado no passado”, afirmou.
Por: Agência Pará
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