A Usina Hidrelétrica Belo Monte, localizada no rio Xingu, no sudoeste do Pará, consolidou mais uma vez sua posição como a maior geradora de energia hidrelétrica do país no primeiro semestre de 2026. Entre os meses de janeiro e junho, o empreendimento produziu 23.068.227,6 megawatts-hora (MWh), volume que corresponde a 6,56% de toda a energia consumida no Brasil no período.
Os dados, divulgados pela concessionária Norte Energia, demonstram a relevância da usina para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A quantidade de energia gerada seria suficiente para abastecer todo o país durante aproximadamente 12 dias ou atender cerca de 28 milhões de residências, número equivalente ao total de domicílios das regiões Norte e Nordeste.

O desempenho faz de Belo Monte a líder nacional em geração hidrelétrica no primeiro semestre pelo sexto ano consecutivo, reforçando sua importância para a segurança energética brasileira.
Além da elevada capacidade de produção, Belo Monte desempenha um papel estratégico na estabilidade do sistema elétrico. Como opera no modelo de reservatório a fio d'água, a usina aproveita o período de maior vazão do rio Xingu para maximizar sua geração. Essa característica, aliada à sua elevada capacidade instalada, permite que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acione rapidamente suas unidades geradoras nos horários de maior consumo de energia, principalmente durante a noite, quando a produção das usinas solares diminui e há redução na geração eólica em determinadas condições climáticas.

“Bateria" do sistema elétrico brasileiro
Na prática, Belo Monte funciona como uma espécie de "bateria" do sistema elétrico brasileiro, compensando a intermitência das fontes renováveis, garantindo maior estabilidade ao fornecimento de energia e reduzindo a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos mais elevados e maior impacto ambiental.
Outro destaque está na contribuição ambiental do empreendimento. Por utilizar uma fonte limpa e renovável, a energia produzida pela usina evitou a emissão de aproximadamente 9,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) no primeiro semestre. Caso o mesmo volume energético fosse gerado por usinas termelétricas movidas a gás natural, haveria um impacto significativamente maior sobre o meio ambiente.
A forte geração registrada também contribui para preservar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, reduzindo a pressão sobre esses sistemas e fortalecendo a confiabilidade do abastecimento nacional, especialmente durante os períodos de estiagem.
Desde sua entrada em operação, em maio de 2016, Belo Monte já produziu 264,9 milhões de MWh, energia suficiente para suprir toda a demanda brasileira por aproximadamente cinco meses sem a necessidade de recorrer a outras fontes de geração.
Considerada a maior hidrelétrica 100% brasileira e a quinta maior do mundo em capacidade instalada, Belo Monte permanece como um dos principais ativos da infraestrutura energética nacional, contribuindo para o crescimento econômico, a expansão da matriz elétrica renovável e a segurança no fornecimento de energia para milhões de brasileiros.
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Com informações: Norte Energia
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