Um eleitor foi flagrado utilizando um segundo aparelho celular para filmar o próprio voto dentro de uma cabine eleitoral, no domingo (25 de outubro de 2026), em Itaituba, no sudoeste do Pará. O caso foi registrado pela Polícia Federal (PF) e será encaminhado à Justiça Eleitoral para as providências cabíveis.
De acordo com informações divulgadas pela Comunicação Social da Polícia Federal no Pará nesta segunda-feira (26), o eleitor havia sido orientado a deixar o telefone celular antes de entrar na cabine de votação, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Apesar da orientação, ele teria utilizado outro aparelho para registrar imagens durante o procedimento, incluindo a opção selecionada na urna eletrônica.
Após a votação, o segundo celular foi apresentado às autoridades, que identificaram imagens gravadas no interior da cabine eleitoral.
Celular foi apreendido
Diante da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e, seguindo orientação da Justiça Eleitoral, encaminhou o caso à Polícia Federal.
Durante o atendimento, os agentes federais apreenderam um aparelho celular e lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela suspeita de violação do sigilo do voto.
Após os procedimentos, o eleitor assinou um Termo de Compromisso de Comparecimento à Justiça e foi liberado. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades.
O caso deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral, responsável por avaliar as circunstâncias da ocorrência e definir as medidas cabíveis, conforme a legislação.
Uso de celular na cabine é proibido
As regras eleitorais proíbem o uso de celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de registrar imagens na cabine de votação. A medida tem como objetivo garantir o sigilo e a liberdade de escolha do eleitor, evitando situações de pressão, coação ou possíveis práticas relacionadas à compra de votos.
A suspeita registrada em Itaituba reforça a importância do cumprimento das normas eleitorais durante a votação. A eventual responsabilização do eleitor dependerá da análise dos fatos pelas autoridades competentes.
Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
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