A Polícia Federal prendeu a paraguaia Mercedes Lopez Sosa. Ela foi condenada por tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão e estupro contra menor. Depois de prometer emprego e estudo para adolescentes no Paraguai, a mulher trazia as jovens para trabalhar numa creche, que funcionava na casa dela, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Segundo a decisão do Superior Tribunal de Justiça, as vítimas trabalhavam 11 horas diárias, não recebiam remuneração e, ao fim do dia, ainda eram estupradas.
O marido de Mercedes, o carioca Rodrigo Moreira de Araújo, também foi alvo de mandado de prisão. A decisão ressalta que "as adolescentes foram submetidas a intenso sofrimento", além dos "trabalhos extenuantes". Cada uma tinha que cuidar de mais de 15 alunos da creche, por quase metade do dia e sem o salário prometido. As vítimas ainda eram impedidas de sair à noite ou durante o fim de semana.
Segundo o STJ, contatos com parentes eram monitorados e as jovens eram ameaçadas, porque viviam clandestinamente no Brasil. A primeira vítima do casal esteve na creche entre 2015 e 2016, e conseguiu fugir com a ajuda de clientes da escola.
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A paraguaia Mercedes Lopez; o marido Rodrigo; o irmão dele, Denyel Camilo de Araújo; e um vizinho do casal, Eder da Silva Carvalho, foram presos temporariamente em 2017. Na época, a quadrilha foi alvo de uma operação da Polícia Civil. Agora, o casal foi condenado a 47 anos de prisão.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
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